O Sobrado – Histórico

Sobrado da Abolição torna-se Centro Cultural
Construído na década de 1850, pelo capitão Henrique da Justa, durante as primeiras edificações da vila de Pacatuba, o sobrado viveu diferentes ocupações e ações culturais. Pesquisas literárias e observações na arquitetura apontam que viajantes se alojaram por aqui, nas expedições científicas, como a das Borboletas, ocorrida em 1859, enviada pelo Imperador D. Pedro II, para realizar estudos da região.
A residência, também, foi lugar em que houve abolição da escravidão, em Pacatuba, e ainda, a primeira farmácia municipal, gerenciada pelo poeta, documentarista, contista e médico Rodolpho Theophilo. O endereço possui a posse da família Campos desde a segunda metade do século XX. Entre as décadas de 70 e 90, funcionou como centro de atendimento comunitário, oferecendo colônia de férias, aula de dança e encontros culturais.
Após quase dez anos fechado é aberto pela produção do Iguarias de Casa, através de Conceição Ferreira. O Sr. Eduardo Augusto Cortez Campos, presidente do Instituto Eduardo Campos (IEC), compartilhando o esforço de avivar a cultura local, investe em reparos do imóvel e no incentivo do grupo artístico Orquestra de Flauta.
Já em 2017, o espaço recebe o apoio da Prefeitura Municipal de Pacatuba, através da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). Atualmente, aproximadamente 400 pessoas frequentam, semanalmente, participando dos cursos de música e dança.